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Post Poetry

2 fev

Não transforme o seu mural em aterro sanitário, esgoto ou lixão

Faça dele um ponto
De sua própria e outra mutação
Provoque as suas cercanias
Arte, atitude, vera informação

Rio, sim. Por que não?

É fácil curtir, compartilhar, comentar
Estranho e custoso é entender
Que aquilo que hoje aprovar
Pode cair mal pra você

02 de fevereiro 2012

Vivo momento

30 nov

Te amo sobremaneira

Te amo inteira

Te amo pelo que vejo

Em nós, desejo, em mim, sossêgo

Te amo pelo encanto

Nos trouxe ao encontro

Te amo pelo tempo

Que vivo momento

30 de novembro de 2011

Pergunta ao Tempo

20 maio

Ah, esse Tempo tão sabedor!

Te vendo de fora, olhando para você, suntuoso, pleno, gigante, maior que todos nós, entendo:

-Você é o Senhor!

E, sim, devemos ser pacientes obedientes de sua história. Mas, me diga uma coisa, Dr., me sentindo assim, pelo avesso de dentro:

-Quantos tempinhos hão de haver para eu entender a trajetória?

20 de maio de 2011

Entre

20 maio

E   N   T  R   E    T   (E   N   H   O)   E   M   P   O

18 de maio de 2011

Pipocâncias: A Felicidade

12 maio

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Felicidade não é nome nem estado de espírito. Felicidade não é porto, não é paragem, nem chegada. Substantivo próprio, a Felicidade é um rumo que devemos perseguir.

12 de maio de 2011

 

Pipocâncias: Tempo é escolha

26 abr

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Ninguém decide a vida. Faz escolhas, vive momentos em cada nozinho da sua história. E se são boas escolhas em momentos bem vividos, o tempo se encarrega do resto.

Vivamos bem! Tudo de bom pra todo mundo!

25 de abril de 2011

 

Pipocâncias: Fantasia

26 abr

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Fantasiar é travestir de satisfação a realidade da imaginação.

26 de abril de 2011

 

Torpor da dúvida

7 abr

Entorpeça a mente
Se não quiser decidir
Adoeça razões
Se for desviar
Permaneça inquieto
Se não for intuir
Consinta o acaso
Se não puder mensurar

Escolhas, meu bem, são formas
Deliciosas de poder se mudar
E qualquer que seja a aposta,

Não se esqueça
Que angústia só vive
Antes que ela aconteça

07 de abril de 2011

O cigarro

7 abr

Para cada aflição vivida
Alguns tragos mandados

Para alguns goles absorvidos
Monóxidos deliciados

Para cada tragada insistida
Meus alvéolos estraçalhados

07 de abril de 2011

Sobre a vida

6 abr

A vida é como uma caminhada elíptica, abastecida pelos nossos desejos, impulsionada por cada escolha e dirigida por nossas próprias – nem sempre, claras – razões

06 de abril de 2011

Silêncio

23 mar

O silêncio povoa a mente de quem não ouviu
Uma pergunta, um gesto, um fazer entender
Deveriam ser
Suficientes para dizer:
-Não! -Ok!
-Sim! -Obrigada. -Talvez…

Mas o silêncio
O silêncio rasga
Encharca, maltrata, mastiga
O simples desejo de uma resposta
Nem sempre entendida

O silêncio grita
Intencional, me agita
E vai do um para o outro
Se fazendo de morto

O silêncio não ouve
Mas não ouve, por que?
Aquilo que ninguém soube
Porque é teimoso pra ver

Sempre falará um tanto mais alto
Mais alto que todo barulho
De dentro e de fora
De sobre e de agora

E sobre o que eu bem quiser
Quiser entender

shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhi!

“Escuto o silêncio
Que nasceu de você
Do dito que eu disse
Preferiu se calar
Do viso que visse
Não fez por notar
Que pena, (você) não soube
Ouvir
Não soube (eu)
Entender
O que poderia, não mais poderia dizer”

 

23 de março de 2011

Inteiro Pessoa

18 mar

Sê atento para sê grande
Sê grande para sê simples
Sê simples para sê intenso
Sê intenso para sê profundo
Sê profundo pra viver querendo

18 de março de 2011

Vazão

18 mar

Se há vazão, flua

ou mude-se!

18 de março de 2011

Conselho furado

15 mar

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Menina, toma cuidado
Que a carne é danada
E o mundo te escuta

Menina, não desça do muro
Não brinque de apuros
Que a tez é tão fraca

O mundo rodando em moinhos
Também seu quartinho
De em quantos segredos

O tempo também soldadinho
De marcha errante
Que bom!
Te leva ao distante

Menina que brinca no escuro
O sol é seguro
Irradia desejos

Você que namora a lua
Entende do brilho
E do cheiro das ruas

Menina, esqueça o que digo
É conselho furado
Cuidado de amigo

Não há razão para o não se atirar
Se deixa, se vá!
Mergulhar.

Salte!
E se preciso, se rale
Esse é um risco
Que vida te dá

15 de março de 2011

Sereno dia

12 mar

A chuva cai
Mansa
Serena em constante poesia
Interfere nos prazeres do tempo
Chama um-a-um para dentro de si
Transborda melancolia

12 de março de 2011

Vãos de inspiração

18 fev

Conte-me histórias
Me invente outras memórias
Pro vazio não crescer

Sente-me na mesa
Desça outra cerveja
Comece a descrever

Me chame para fora
Revele-me segredos
Pra que eu possa te escrever

18 de fevereiro de 2011

Metáfora = meta + fora

18 fev

Alvo da fuga

Pra quem quiser entender

 

18 de fevereiro de 2011

 

Ais

18 fev

Quantos “ais” serão precisos para o coração inquieto?
Quantos “ais” serão vividos?
Quantos doces planejados sorrisos,
Abafarão a corrosão dos mudos “ais”?

18 de fevereiro de 2011

Sobre passagem

23 jul

Não sei ao certo se daqui algo levarei

Mas tenho uma vaga lembrança dos rastros que deixarei

23 de julho de 2010

Coizinha

16 jun

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Vamos, cozer nosso feijão
Preparar melhor o pão
Pra firmeza perdurar

Vamos, esquentar um pouco d ´água
Camomila e muita calma
Pro grito não berrar

Sim, eu falo mesmo é dessa vida
Que requenta nossos dias
Dorme dor, acorda sã

Venha, não se apóie nessa faca
Afiada tudo mata
Do desejo ao desdém

Canta, mais alegre de manhã
Pro seu sonho te lembrar
E o café não amargar

Lembra, que a noite é criança
Tenha fé, mais esperança
Pro outro renascer

Perfuma, com as ervas mais sagradas
O seu ar, a sua casa
Seu jantar será melhor

Sirva, de sabor a sua mesa
Não espera, põe certeza
Que essa vida valerá

Mais, que os dias já contados
Que os grãos desperdiçados
Sem ninguém pra oferecer

16 de junho de 2010

Mais que dois

15 jun

Meu estado é confuso
Só não confundo você
Não te troco por troco
Nem por mais do que é bem mais do que pouco

Somos, sim, mais que duas
Pele, osso, perfume, pescoço
Vales, várzeas, rios, montes
Estrada ponte, vira curva
Conheço bem as suas ruas

Tantos dias, muitas mesas
E mais camas, nossas meias
Tanto mim, tanto tu
Tanto tá, entre nós

Olho envolta, somos mais
Olho em casa, somos tais
Somos ser a se entender
Entre os entres dessas partes
Que se partem por ser mais
Mais que dois será demais?

É gostoso, é bonito
Colorido tudo em cima
Só não posso lhe dizer,
Olha lá, não sei cadê
Aquele frio que subia
Pra espinha amolecer

15 de junho de 2010

Daquilo que quase não se percebe

1 jun

Os respingos de chuva no vidro da janela
Se interpõem
Entre mim e o que há de mim
No pensamento lá fora

E sim!
Há mais emoção quando percebo
Que mais chove em mim
Do que do lado de lá dela

 

08 de outubro de 2008

Encontro encanto

17 dez

Encontrei um corpo santo e perfumado
De intenção úmida,
Sensação fluida,
Doce, fresca e sensível

Um prazer claro e embalado
Pelo desejo da minha tez mulher
No interior aconchegante
Das placentas paredes
Do íntimo útero dela

30 de novembro de 2004

Sobre.tudo

17 dez

Um casaco quente
Que se encaixa no frio
E se enrola na gente

Falar do azul
Pensar sobre o tempo
E esquecer que tem mente

09 de outubro de 2008

Hilda Manoel Hilst de Barros

17 dez

(…)

Quero ser passarinha
Olhos no vento
Pouso na seiva

E a tristeza?
Quem sabe soluço do meu canto

Penas?
Só se for de pavão.

novembro de 2000

Fragmentos para entender encontro por partes

17 dez

para Vê

Tava por aí curando dor de amor
Dessas que a gente acha que dura pra sempre
Caso que custa a passar
Pessoa quase ideal

Nada disso!

De tanto esperar por esperar amor ser maior
Encontrei um desvio
Num desejo quase promíscuo
Por aquela que conto pros cantos
Ser quase perfeita

28 de janeiro de 2003

Areia

17 dez

Andar pela vida
Cruzei
Sentir pelos becos
Entrei
Entrar pelas portas
Voei
Sentar nas calçadas
Cansei

 

20 de abril de 2004

O moço

16 dez

Mais um suspiro
Mais um pingo de suor

Indo, o moço,
Encanador de concreto,
Vai

Esmaecido nas vestes
Desvelar-se
Assobiando pipocas

09 de junho de 2007

Passarar

14 dez

Eu vou
Pássaros voam

Queria ver do alto
Dar rasantes de súbito

E com o próprio peito
Sentir a força do vento
Sem medo!

algum tempo entre 2008 e 2009

Pontuando

14 dez

O que fazer com tanta reticência?

Prever, rever, preencher, lucubrar

Do gole do subentender

Amargar!

14 de dezembro de 2009

Demente

11 dez

O tesão rompe suturas
Do amor incapaz

Indecente, rasga
Encharca, descende

Com um assopro ou um arrombo
Arranca-se demente

Senhor Fugaz!

11 de dezembro de 2009

Nesse lá tão fundo

12 nov

Vivo no tempo pra correr
Passo lento, mas largo
Curto, mas rápido

Vivo à beira do buraco
E caio!
Nem tão fundo
Eu escapo!

Se me afogo
Sobrevivo
Recomeço
Novo abrigo

Processo metamórfico
e/ou
Ressaca de formol

14 de maio de 2004

IN mim

12 nov

O mais longe que vou
É o lugar mais forte
mais fonte
mais mundo
mais fundo
Daqui

12 de novembro de 2009

Homo

20 jul

Almamente
Liberto meu corpo
Morro!
Por um segundo
Ressurjo!

Me torno

Corpomente
Repouso!
Só sigo
No vão
Desse intento
Querer

05 de maio de 2006

Trí-logos

20 jul

1º de odezembro de 2004

A face medrosa do livro

12 jul

.

atualiza-me que te atualizo
siga-me que te sigo
posta-me que te posto
_____________________________

Show me your FACE , open your BOOK

______________________________

encoraja esse mundo
que suplica por outros
e se cria nas frestas

abertas

12 de julho de 2009

Petite Mort

22 jun

Num canto soprano
Vindo de dentro
Da soma dos seios

Sinto em uníssono
A sensação do murmúrio
-“Ai!”

30 de novembro de 2004

Depressão

9 jun

04 de maio de 2004

Algo do tempo

9 jun

O tempo cantou promessa de um novo horário
Cenas de vida submersa em formas reais

Enquanto corro para o lado de lá da casa do oeste
Grifos de medo me impelem

Intercurso

Simulação do ideal
Tentativa de alcance
Em âmbito de guerra

20 de outubro de 2001

Um ponto sobre a vida que conto

8 jun

Mr. Óbvio era um senhor já de idade e vivia há muitos anos com sua velha companheira, Dona Dúvida. À mesa do jantar eles se postaram para um guisado com alguns dos seus grandes amigos. Em meio a piadas e causos da vida, riram muito e papearam madrugada a fora. Um pouco tímido e num lampejo reticente, Seu Destino vagueou o passado:

– Vocês se lembram daquela moça inteligente e bonita que colocou as cartas na mesa para ler um pouco do agora? Pois então, naquele dia, ela disse coisas que só hoje me fazem entender as decisões que a Srta. Vida tomou.

E, virando-se para o lado, Sr. Destino encarou o jovem que ouvia tudo pacientemente.

– E você Tempo? O que achou das palavras da cigana?

O Segundo passou e o moço frisou:

– Ela estava certa. A Lógica tinha razão!

14 de dezembro de 2004