Tag Archives: poesia

Enfim

10 jul

E se a gente tiver que viver essa paixão

Profundamente, viveremos

Se a gente tiver que sentir na pele esse tesão

Sem dúvidas, nos encontraremos

E se a gente tiver que viver um tempo

Teremos o nosso próprio

Pra sentir tudo o que queremos

E trocaremos olhares

Entenderemos pesares

E deixaremos razões para traz

 

Viveremos esse pedaço de nós

Em prol de nos sentirmos plenas

Serenas

Mulheres

 

Conversaremos pelos poros da pele

E pelas papilas,

Nossos sabores encontraremos

E no enlace dos lábios,

Por nossas línguas, nos amaremos

E por ternos suspiros ao pé do ouvido

A nós, nos teremos…

…Enfim.

Pipocâncias: poesia

18 jun

A poesia está em todos os olhares e para todas as inquietações.

Um doce intenso lugar

12 jun

Existe um lugar em que os artitas se encontram

Existe um lugar que a sensibilidade confessa

Um lugar entre o gesto e o olhar que as palavras não cabem

Existe um lugar, nem cá, nem lá,

Um lugar do sentir

Esse mesmo lugar que se faz por poros, suspiros, vieses de olhares, sorrisos

Poetas se encontram

Se conversam, se trocam, se tocam sem pele, a sentir

Sem uma palavra rolar

Nas entrelinhas dos versos, conversas se vão

Os toques se encaixam e se vão

Certezas se vão

Existe um lugar

Um doce e intenso vão de um sublime lugar

Que só os poetas encontrarão

Fotografia

12 jun

Porta-retratos em prateleiras

Não eternizam momentos

Promovem desencontros do tempo

Tornam-se ideais

Quando aquela vividez não existe mais

Fotografias digitais

Marcas curtidas, amadas

Produzem sentidos, choros, sorrisos

E quando uma parte se parte

Ao infinito da vida de alguém

Fotografia se esvai

Não é memória, não é lembrança

É além

É querência serena de tentar desviver

Num click! Amém!

O mais impossível dos desejos

12 jun

Beijar a minha própria boca

Percorrer cada curva de mim

Me perder no mais sensível e penetrante olhar

Me aprofundar no desejo

Sentir cada arrepio dos poros

Por ali, escorrer

Me perder

No meu colo, me acolher

Decide ser

22 ago

O que será pra escolher?
Não se engane ou se iluda,
Não vai te poder

Olha bem pro descampo
Lá,
No encosto da encosta do céu
Passeia a resposta
Disposta
A revelar ‘contecer

Decida, não
Descubra
Aquilo que só o deixa-se ir
Vai susurrar pra você

04 de abril de 2011

Seeding

17 ago

Tell me what you think
How you are walking
Around your mind
Around your meanings

Tell me other things
How you describe
The smell of the wind
Or the image of the reasoning

Don’t tell me anymore
Just leave, just leave growing
The seeds of the sense
That lives in your in

17 de agosto de 2014

Pipocâncias: Meu amor

8 ago

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Meu amor transborda sem derramar uma gota.

Câncer

28 jul

Mutações inquietas do mundo sobre nós
Mutações dos nós inquietos da vida
Mutações celulares de alcances estelares
Mutações, mutações, mutações
Mutações de rizomas gananciosos

Sobre a vida,
Sobre o mundo,
Sobre o tempo,
Sobre a Terra,
Sobre a terra,
Sobre a fruta,
Sobre o pão,
Sobre o chão,
Sobre as águas,
Sobre as ondas,
Sobre as sobras,
Sobre o ar,
Sobre a luz,
Sobre o vício,
Sobre viver,
Sobre o ser,
E o saber,
Saber-se ser em mutações.

28 de Julho de 2014

 

 

Sem pressa

28 jul

O Tempo não tem a pressa

A pressa não tem o Tempo

Quem vive o Tempo, sente o vivo do tempo

Quem sente a pressa, mais se apressa

Quem se apressa, não aprecia o Tempo

Perde o fio, perde o apreço, perde o tempo do Tempo

.
.
.

 

28 de Julho de 2014

Mais ou menos tempo

16 ago

Trabalho 12 horas por dia

Não me gabo disso

Constato…

Quanto mais tempo …ado
Menos …ido tempo
Tem a vida pra pensar em mim.

15 de agosto de 2013

Pipocâncias: trupico poético

18 jul

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Em um lapso sináptico me redescobri classificada: sou uma poesita.

18 de julho de 2013

 

Germinar

18 jul

A vida semente
No tempo presente
Pressente
Atente
Invente
Intente
Crescer

02 de maio de 2013

Atento ao tempo

7 fev

O tempo não corre
O tempo não arrasta
O tempo não apressa
O tempo não voa

O tempo não é pretérito
É passado
Por quem sente a travessia
E na vida, se assenta

O tempo não entra em guerra
.  Mas tem quem vai
.  E luta contra
O tempo não é moeda
.  Mas tem quem acha
.  Que perde tempo
O tempo não se dá
.  Mas tem quem quer
.  Ganhar um tempo

O tempo não tem tempo
Pra ficar destemperado
Pelo nosso descontento

Sê atento!

07 de fevereiro de 2013

Menina perdida

5 fev

Em algum lugar
Larguei menina cândida
Perdida por aí

Foi desmazelo, descuido, descrença
Na vida ingênua
Na paciência inquieta
Na inocência crédula
De que um dia entraria

Na linha reta
Nos campos concretos
No rol de muralhas

Que a ciência daria

A inocência, cândida,
Menina moleca,
Se perdeu por aí.
A buscar a insistência
Que só aqueles que não sabem julgar
Encontram em si.

02 de fevereiro de 2013

Vivo momento

30 nov

Te amo sobremaneira

Te amo inteira

Te amo pelo que vejo

Em nós, desejo, em mim, sossêgo

Te amo pelo encanto

Nos trouxe ao encontro

Te amo pelo tempo

Que vivo momento

30 de novembro de 2011

Pergunta ao Tempo

20 maio

Ah, esse Tempo tão sabedor!

Te vendo de fora, olhando para você, suntuoso, pleno, gigante, maior que todos nós, entendo:

-Você é o Senhor!

E, sim, devemos ser pacientes obedientes de sua história. Mas, me diga uma coisa, Dr., me sentindo assim, pelo avesso de dentro:

-Quantos tempinhos hão de haver para eu entender a trajetória?

20 de maio de 2011

Entre

20 maio

E   N   T  R   E    T   (E   N   H   O)   E   M   P   O

18 de maio de 2011

Pipocâncias: Tempo é escolha

26 abr

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Ninguém decide a vida. Faz escolhas, vive momentos em cada nozinho da sua história. E se são boas escolhas em momentos bem vividos, o tempo se encarrega do resto.

Vivamos bem! Tudo de bom pra todo mundo!

25 de abril de 2011

 

Pipocâncias: Fantasia

26 abr

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Fantasiar é travestir de satisfação a realidade da imaginação.

26 de abril de 2011

 

Silêncio

23 mar

O silêncio povoa a mente de quem não ouviu
Uma pergunta, um gesto, um fazer entender
Deveriam ser
Suficientes para dizer:
-Não! -Ok!
-Sim! -Obrigada. -Talvez…

Mas o silêncio
O silêncio rasga
Encharca, maltrata, mastiga
O simples desejo de uma resposta
Nem sempre entendida

O silêncio grita
Intencional, me agita
E vai do um para o outro
Se fazendo de morto

O silêncio não ouve
Mas não ouve, por que?
Aquilo que ninguém soube
Porque é teimoso pra ver

Sempre falará um tanto mais alto
Mais alto que todo barulho
De dentro e de fora
De sobre e de agora

E sobre o que eu bem quiser
Quiser entender

shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhi!

“Escuto o silêncio
Que nasceu de você
Do dito que eu disse
Preferiu se calar
Do viso que visse
Não fez por notar
Que pena, (você) não soube
Ouvir
Não soube (eu)
Entender
O que poderia, não mais poderia dizer”

 

23 de março de 2011

Inteiro Pessoa

18 mar

Sê atento para sê grande
Sê grande para sê simples
Sê simples para sê intenso
Sê intenso para sê profundo
Sê profundo pra viver querendo

18 de março de 2011

Vazão

18 mar

Se há vazão, flua

ou mude-se!

18 de março de 2011

Conselho furado

15 mar

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Menina, toma cuidado
Que a carne é danada
E o mundo te escuta

Menina, não desça do muro
Não brinque de apuros
Que a tez é tão fraca

O mundo rodando em moinhos
Também seu quartinho
De em quantos segredos

O tempo também soldadinho
De marcha errante
Que bom!
Te leva ao distante

Menina que brinca no escuro
O sol é seguro
Irradia desejos

Você que namora a lua
Entende do brilho
E do cheiro das ruas

Menina, esqueça o que digo
É conselho furado
Cuidado de amigo

Não há razão para o não se atirar
Se deixa, se vá!
Mergulhar.

Salte!
E se preciso, se rale
Esse é um risco
Que vida te dá

15 de março de 2011

Acordos pra canção

14 mar

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A música ecoa
Ritma o compasso da emoção
Alcança a criança
Bagunça o pulso da evolução

Me acordes
Mil acordos pra canção
Me alucina
Me sacode
Me batera sem razão

A rima criança
Repete a palavra coração
Traz na lembrança
O dia em que virou refrão

Me acordes
Mil acordos pra canção
Me alucina
Me sacode
Me batera sem razão

O tum do batuque
Imprime a minha pulsação
O sangue é a dança
Som que circula de emoção

É no toque do tambor
Do atabaque, do agogô
Que a levada da menina música
Me recheia de ilusão

12 de março de 2011
reeditado em 08 de agosto de 2014

Sereno dia

12 mar

A chuva cai
Mansa
Serena em constante poesia
Interfere nos prazeres do tempo
Chama um-a-um para dentro de si
Transborda melancolia

12 de março de 2011

Vãos de inspiração

18 fev

Conte-me histórias
Me invente outras memórias
Pro vazio não crescer

Sente-me na mesa
Desça outra cerveja
Comece a descrever

Me chame para fora
Revele-me segredos
Pra que eu possa te escrever

18 de fevereiro de 2011

Metáfora = meta + fora

18 fev

Alvo da fuga

Pra quem quiser entender

 

18 de fevereiro de 2011

 

Ais

18 fev

Quantos “ais” serão precisos para o coração inquieto?
Quantos “ais” serão vividos?
Quantos doces planejados sorrisos,
Abafarão a corrosão dos mudos “ais”?

18 de fevereiro de 2011

Sobre passagem

23 jul

Não sei ao certo se daqui algo levarei

Mas tenho uma vaga lembrança dos rastros que deixarei

23 de julho de 2010

Coizinha

16 jun

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Vamos, cozer nosso feijão
Preparar melhor o pão
Pra firmeza perdurar

Vamos, esquentar um pouco d ´água
Camomila e muita calma
Pro grito não berrar

Sim, eu falo mesmo é dessa vida
Que requenta nossos dias
Dorme dor, acorda sã

Venha, não se apóie nessa faca
Afiada tudo mata
Do desejo ao desdém

Canta, mais alegre de manhã
Pro seu sonho te lembrar
E o café não amargar

Lembra, que a noite é criança
Tenha fé, mais esperança
Pro outro renascer

Perfuma, com as ervas mais sagradas
O seu ar, a sua casa
Seu jantar será melhor

Sirva, de sabor a sua mesa
Não espera, põe certeza
Que essa vida valerá

Mais, que os dias já contados
Que os grãos desperdiçados
Sem ninguém pra oferecer

16 de junho de 2010

Mais que dois

15 jun

Meu estado é confuso
Só não confundo você
Não te troco por troco
Nem por mais do que é bem mais do que pouco

Somos, sim, mais que duas
Pele, osso, perfume, pescoço
Vales, várzeas, rios, montes
Estrada ponte, vira curva
Conheço bem as suas ruas

Tantos dias, muitas mesas
E mais camas, nossas meias
Tanto mim, tanto tu
Tanto tá, entre nós

Olho envolta, somos mais
Olho em casa, somos tais
Somos ser a se entender
Entre os entres dessas partes
Que se partem por ser mais
Mais que dois será demais?

É gostoso, é bonito
Colorido tudo em cima
Só não posso lhe dizer,
Olha lá, não sei cadê
Aquele frio que subia
Pra espinha amolecer

15 de junho de 2010

Fagulhas para o dia

10 jun

Fagulhas para o dia

Indecências, incertezas
Angústia, melancolia

Fagulhas para o dia

Loucura, devaneios
Livros, sabedoria

Fagulhas para o dia

Crenças, desistências
Força, euforia

Fagulhas para o dia

Desejos desenhados
Discos, nostalgia

Fagulhas para o dia

Amor ou só delírio
Cama, anatomia

Fagulhas para o dia

Quereres por demais
Medo, covardia

Fagulhas para o dia

Anseios, analgésicos
Cigarros, cafeteria

Fagulhas para o dia

Desande, desordem, des,
Incêndio, água fria

15 de dezembro de 2009

Daquilo que quase não se percebe

1 jun

Os respingos de chuva no vidro da janela
Se interpõem
Entre mim e o que há de mim
No pensamento lá fora

E sim!
Há mais emoção quando percebo
Que mais chove em mim
Do que do lado de lá dela

 

08 de outubro de 2008

Encontro encanto

17 dez

Encontrei um corpo santo e perfumado
De intenção úmida,
Sensação fluida,
Doce, fresca e sensível

Um prazer claro e embalado
Pelo desejo da minha tez mulher
No interior aconchegante
Das placentas paredes
Do íntimo útero dela

30 de novembro de 2004

Sobre.tudo

17 dez

Um casaco quente
Que se encaixa no frio
E se enrola na gente

Falar do azul
Pensar sobre o tempo
E esquecer que tem mente

09 de outubro de 2008

Fragmentos para entender encontro por partes

17 dez

para Vê

Tava por aí curando dor de amor
Dessas que a gente acha que dura pra sempre
Caso que custa a passar
Pessoa quase ideal

Nada disso!

De tanto esperar por esperar amor ser maior
Encontrei um desvio
Num desejo quase promíscuo
Por aquela que conto pros cantos
Ser quase perfeita

28 de janeiro de 2003

Areia

17 dez

Andar pela vida
Cruzei
Sentir pelos becos
Entrei
Entrar pelas portas
Voei
Sentar nas calçadas
Cansei

 

20 de abril de 2004

O moço

16 dez

Mais um suspiro
Mais um pingo de suor

Indo, o moço,
Encanador de concreto,
Vai

Esmaecido nas vestes
Desvelar-se
Assobiando pipocas

09 de junho de 2007

Passarar

14 dez

Eu vou
Pássaros voam

Queria ver do alto
Dar rasantes de súbito

E com o próprio peito
Sentir a força do vento
Sem medo!

algum tempo entre 2008 e 2009