Encontrar a lógica das coisas
É aplicar na nossa própria razão
O desejo de se ver livre da dúvida
06 de dezembro de 2004
Encontrar a lógica das coisas
É aplicar na nossa própria razão
O desejo de se ver livre da dúvida
06 de dezembro de 2004
Queria encontrar o máximo nos mínimos detalhes
Extrair o intervalo do tempo
Alcançar o topo da vontade
E, no ápice-instante do possível,
Morrer!
21 de outubro de 2006
Palavra é encanto
Som que precede
A luz do instante
Palavra é fortuna
Baú do fonema
Que tilinta aos ouvidos
Palavra é ruído
Entender que duvida
Do seu próprio sentido
idos de 2003
reeditado em 13 de outubro de 2005
A falta de impulso me corrompe
A espera do tempo me aflige
E meu rumo se altera
Num desentendido destino
Tempestivas respostas dos caminhos possíveis
Me acuam no beco dos réus
Cuja sentença se veste de declarada surpresa
Pelo julgo espontâneo do Acaso Juiz
28 de janeiro de 2005
Como será viver sem temer o que é ser?
Bom é ser árvore!
Ser firme e ser grande
Melhor!
Durar sem saber…
Latir por impulso
Voar pelo lixo
Ser barulho de chuva
Ou mingau de vulcão
08 de outubro 2008
Quisera o tempo
Não ser relógio
O espaço
Não ser medido
Meu corpo
Não ser limite
Minha idéia
Não ser palavra
…se fora…
Não temeria
As horas
Não calculava
Meus passos
Não comprimiria
Meu ser
Não mataria
Razões
15 de outubro de 2005
Morro, já, pelo medo do fim dessa vida
E o que me mata é tal essa dor
Do desconhecido saber
A dor da minha morte é atual
Sinto-a agora, plena e medrosa
Aflição de viver
No esperar do momento
Mas o que me adoece é o sentimento vivo
Habitante fiel da incerteza:
Esperar a hora do grande repouso?
Ou viver para sofrer pelas mortes de outrem?
Tristezas que porventura irão conhecer minha vida
Aquelas que têm nome de falta
De desconhecida angústia
Que em eufemismo se presta como
Singela saudade
(em lápide bela)
02 de fevereiro de 2005
Perdi minha história
Meus versos santificados
Pelos ouvidos de quem nada sabia
Mas que “tanta beleza” encontrava
Perdi meus escritos
“eu no meu tempo”
“como se eu fosse Hilda Hilst”
Minha “evolução”
Quem sabe
Sem eu própria saber
Tiveram vida própria
Chegaram quando conforto
E se foram quando memória
20 de abril de 2004
Hoje inauguro esse blog!
Depois de guardanapos, folhas rasgadas, últimas páginas de cadernos e muito digitar, tento deixar aqui, minhas versificadas percepções de mundo.
São exposições poéticas muito vividas e pouco conhecidas, que, volta e meia, tornam mais brandos os meus dias sensíveis.
1o. de junho de 2009.
Na cama de duas nuas mulheres
Somam-se ventres
Fecundam-se forças
Tão dentro sentidas
No encaixe dos seios e das coxas macias
A força habita
Em teso querer
De ter por tocar
E, no aconchego-encontro das portas-entranhas
Me abrigar
Nas vielas e vigas
Dos partos da vida
30 de novembro de 2004
Quero te sentir
Para saber
Até onde posso ir
Com o perigo
Do querer
Quero te saber
Para sentir
Até onde devo ver
O desejo
De fluir
07 de abril
Sinal verde para o encontro
Menina, te conto
Se for virtual,
Não faz mal
Se for entrelinha,
A gente se joga e se alinha
No tempo
05 de abril de 2011
Lindo sorriso,
Olhos franzidos,
Corpo inquieto,
Intensões fugidias.
Me perco lembrando o seu rosto,
Grifando os meus medos,
Sentindo seu cheiro,
Mistura inquieta da minha memória.
Delicada beleza
Moça feliz
Tão bem acompanhada
De outra beleza
Não te quero, antes que me esqueça
Te desejo!
Puramente.
Simplesmente, pelos contornos de quem imagina
Como seria se os nossos caminhos
Se cruzassem em qualquer dessas esquinas.
14 de fevereiro