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Liberdade de escolha

8 jun

Encontrar a lógica das coisas
É aplicar na nossa própria razão
O desejo de se ver livre da dúvida

06 de dezembro de 2004

Óbvio da vida

8 jun

Queria encontrar o máximo nos mínimos detalhes
Extrair o intervalo do tempo
Alcançar o topo da vontade
E, no ápice-instante do possível,
Morrer!

21 de outubro de 2006

Ser palavra

8 jun

Palavra é encanto
Som que precede
A luz do instante

Palavra é fortuna
Baú do fonema
Que tilinta aos ouvidos

Palavra é ruído
Entender que duvida
Do seu próprio sentido

idos de 2003
reeditado em 13 de outubro de 2005

Acaso Juiz

5 jun

A falta de impulso me corrompe
A espera do tempo me aflige
E meu rumo se altera
Num desentendido destino

Tempestivas respostas dos caminhos possíveis
Me acuam no beco dos réus
Cuja sentença se veste de declarada surpresa
Pelo julgo espontâneo do Acaso Juiz

28 de janeiro de 2005

In Natura

5 jun

Como será viver sem temer o que é ser?
Bom é ser árvore!
Ser firme e ser grande

Melhor!

Durar sem saber…

Latir por impulso
Voar pelo lixo
Ser barulho de chuva
Ou mingau de vulcão

08 de outubro 2008

O mundo é um moinho

5 jun

Vento a fora
Roda gira
Bate água
Força vira

26 de novembro de 2008

Do mundo e de nós

4 jun

Quisera o tempo
Não ser relógio
O espaço
Não ser medido
Meu corpo
Não ser limite
Minha idéia
Não ser palavra

…se fora…

Não temeria
As horas
Não calculava
Meus passos
Não comprimiria
Meu ser
Não mataria
Razões

15 de outubro de 2005

À espera

4 jun

Morro, já, pelo medo do fim dessa vida
E o que me mata é tal essa dor
Do desconhecido saber

A dor da minha morte é atual
Sinto-a agora, plena e medrosa
Aflição de viver
No esperar do momento

Mas o que me adoece é o sentimento vivo
Habitante fiel da incerteza:
Esperar a hora do grande repouso?
Ou viver para sofrer pelas mortes de outrem?

Tristezas que porventura irão conhecer minha vida
Aquelas que têm nome de falta
De desconhecida angústia
Que em eufemismo se presta como
Singela saudade
(em lápide bela)

02 de fevereiro de 2005

É foda!

2 jun

É foda

20 de outubro de 2006

Versos Perdidos

2 jun

Perdi minha história
Meus versos santificados
Pelos ouvidos de quem nada sabia
Mas que “tanta beleza” encontrava

Perdi meus escritos
“eu no meu tempo”
“como se eu fosse Hilda Hilst”
Minha “evolução”

Quem sabe
Sem eu própria saber
Tiveram vida própria

Chegaram quando conforto
E se foram quando memória

20 de abril de 2004

Pipoco público

1 jun

Hoje inauguro esse blog!

Depois de guardanapos, folhas rasgadas, últimas páginas de cadernos e muito digitar, tento deixar aqui, minhas versificadas percepções de mundo.

São exposições poéticas muito vividas e pouco conhecidas, que, volta e meia, tornam mais brandos os meus dias sensíveis.

1o. de junho de 2009.

Na cama delas

17 maio

Na cama de duas nuas mulheres
Somam-se ventres
Fecundam-se forças
Tão dentro sentidas

No encaixe dos seios e das coxas macias
A força habita
Em teso querer
De ter por tocar

E, no aconchego-encontro das portas-entranhas
Me abrigar
Nas vielas e vigas
Dos partos da vida

30 de novembro de 2004

Desejo

7 abr

Quero te sentir
Para saber
Até onde posso ir
Com o perigo
Do querer

Quero te saber
Para sentir
Até onde devo ver
O desejo
De fluir

07 de abril

Encontro no tempo

5 abr

Sinal verde para o encontro
Menina, te conto

Se for virtual,
Não faz mal
Se for entrelinha,
A gente se joga e se alinha

No tempo

05 de abril de 2011

Distintos Caminhos

18 fev

Lindo sorriso,
Olhos franzidos,
Corpo inquieto,
Intensões fugidias.

Me perco lembrando o seu rosto,
Grifando os meus medos,
Sentindo seu cheiro,
Mistura inquieta da minha memória.

Delicada beleza
Moça feliz
Tão bem acompanhada
De outra beleza

Não te quero, antes que me esqueça
Te desejo!
Puramente.
Simplesmente, pelos contornos de quem imagina
Como seria se os nossos caminhos
Se cruzassem em qualquer dessas esquinas.

14 de fevereiro